maio a julho, o Piauí apresentou mensalmente uma diminuição na força de trabalho, que chegou a uma queda total de 44 mil pessoas no período, uma redução de cerca de 4%. Em agosto, a força de trabalho apresentou um aumento de 32 mil pessoas o que, contudo, ainda não recupera a redução registrada de maio a julho deste ano. Em maio a força de trabalho era constituída por 1.076.000 pessoas, número que reduziu para 1.064.000 em junho, 1.032.000 em julho e chegou a 1.064.000 pessoas em agosto Os dados apresentados pelo IBGE são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid 19 (PNAD Covid19).
O distanciamento social por conta da pandemia fez com que muitas pessoas, apesar de desejarem conseguir uma ocupação, não disponibilizassem sua mão de obra no mercado, o que reduziu a força de trabalho no estado. Em maio eram 505 mil pessoas afastadas da força de trabalho nessa situação, em junho 535 mil e em julho 568 mil. Em agosto registrou-se a primeira redução desse quantitativo, com 538 mil pessoas, uma queda de 5,2% em relação ao mês de julho.
No Brasil, de maio a julho, a força de trabalho apresentou uma redução de aproximadamente 800 mil pessoas, queda de 0,8%. Em agosto, a exemplo do que ocorreu com o Piauí, também houve uma recuperação da força de trabalho, com o incremento de 1,3 milhão de pessoas, superando inclusive o quantitativo da queda registrada no período de maio a julho.
Agosto tem o menor percentual de pessoas afastadas do trabalho por conta da pandemia
Durante a pandemia muitas pessoas permaneceram em suas ocupações, mas foram afastadas do trabalho atendendo ao distanciamento social. No Piauí, em maio, cerca de 268 mil pessoas estavam nessa situação (27,3%), passando para 202 mil em junho (20,9%), 115 mil em julho (12,3%) e, no menor nível do período, atingiu-se 69 mil pessoas em agosto (7,2%). A redução no afastamento foi de 20,1 pontos percentuais no período.
O fenômeno se repetiu no Brasil, onde 15,7 milhões de pessoas estavam afastadas do trabalho por conta da pandemia (18,6%) em maio, caindo para 11,6 milhões de pessoas (14,2%) em junho, chegando a apenas 6,7 milhões (8,3%) em julho e atingindo o menor patamar em agosto, com 4,1 milhões de pessoas (5,0%).


O trabalho remoto, em sistema de “home office”, chegou a ser realizado, no mês de maio, por cerca de 82 mil pessoas no Piauí (11,7%) e, em agosto, permanecia sendo a forma de trabalho para cerca de 78 mil pessoas (9,1%). O Distrito Federal registrou o maior indicador de trabalho remoto, com 25,6%, e o Pará registrou o menor indicador, com 3,1%.


Fonte: Com informações da Ascom/IBGE

